domingo, 20 de dezembro de 2015

Nosso entrevistado, Giuseppe Oristanio

Personagem Paser de Os Dez Mandamentos - Foto reprodução Portal R7

Foto reprodução
Texto: Helena Vitória - jornalista

Conversar com o italiano, mas paulistano de coração, Giuseppe Oristanio sobre a arte de interpretar,  é como caminhar por um imenso palco no qual há muita vida, sensações e experiências que nos leva a um delicioso passeio pelo vasto mundo da dramaturgia.

Ele fez faculdade de jornalismo, mas não a concluiu por não lidar bem com a objetividade. Logo encontrou outra forma de usar a comunicação: A dramaturgia. E lá foi ele trabalhar o teatro amador na década de 70. Firma-se na carreira em 79 na telenovela “Como Salvar Meu Casamento, na extinta TV Tupi. Uma trama que não teve seu final exibido devido aos problemas internos da emissora.

Dono de um belo par de olhos azuis, ele já interpretou mocinhos e também vilões. Mas foi como o sumo sacerdote Paser na novela “Os Dez Mandamentos”, da Record, que arrancou suspiros da mulherada. Apesar do ator confessar que o personagem Paser viveu a sina do sofredor [brinca]. Com contrato vigente até 2017 com a emissora, logo, logo  poderemos revê-lo em cena.  

 Com uma soma de 40 anos de carreira, foram mais de 20 novelas intercaladas com peças teatrais, séries e minisséries. Ele é um artista que mantém portas abertas em várias emissoras pelo seu bom relacionamento por onde quer que passa. Giuseppe é casado e pai de quatro filhos.

Em seu blog no R7: Giupress – Sam Pran Frant, Oristanio que teve sua origem suburbana, desenvolveu múltiplas habilidades e, por isso, “ataca de pedreiro, encanador, cozinheiro, costureiro... E quando sobra tempo, procura não fazer nada porque, de todas as suas atividades, vagabundear é a que mais gosta.”, afirma.  Gosta de divagar, inventar, misturar realidade com ficção e gosta, principalmente, de se divertir. Nunca leve muito a sério o que ler por aqui. Pode ser mentira. 

Pois bem, é desse cara super descontraído, de bem com a vida e acessível, que o Blog “euemeusamigosimortais” faz um bate papo para saber mais sobre essa bem sucedida carreira. Giuseppe Oristanio está na Record desde 2007, quando integrou “Luz do Sol” e, de lá para cá, tem emendado trabalhos, a exemplo de “Chamas da Vida”, “Máscaras”, “Dona Xepa”, “Milagre de Jesus”, “Fora de Controle”, “Plano Alto” e o épico “Os Dez Mandamentos”.
Para conhecê-lo um pouco mais, acompanhe seu blog no R7: Giupress – Sam Pran Frant - http://entretenimento.r7.com/blogs/giuseppe-oristanio/

1.    Blog: Com o personagem Paser de Os Dez Mandamentos, considera que pode revisitar a carreira?

Giuseppe Oristanio: Não sei ao certo o que significa revisitar a carreira, mas posso dizer que o Paser representou muito pra mim. Uma enorme oportunidade de desenvolver um personagem complexo e cheio de nuances. Um tipo.

2.    É um artista que mantém portas abertas em várias emissoras (como citado no texto acima). Em algum momento, se achou?

As portas abertas se devem simplesmente à correção do meu trabalho, ao profisisonalismo. Acho normal. Não faço nada além do que seria meu dever: oferecer o meu melhor.

3.    Blog: Ou na sua opinião isso é um dado positivo para o ator? Estimula?

Claro que é bom sentir-se querido. Mas a batalha diária é a mesma. A sorte é que, apesar de fazer isso há mais de 4o anos, conservo o mesmo frescor dos iniciantes. Atuar me alimenta e me diverte.

4.    Blog: Você em algum momento da carreira “subestimou” sua “veia cômica” em alguns personagens?

Não acho que subestime, não. Faço e fiz vários trabalhos voltados para a comédia, tanto na TV quanto no teatro. Adoro.

5.    Blog: Foi possível perceber essa característica no Paser, mesmo sendo ele  um sacerdote do poderoso Egito. Você cerceava o personagem?

Um trabalho em conjunto necessita de uma determinada organização. Os personagens servem a propósitos dramáticos. O engraçado da dupla devia ser o Simut. Cabia a mim, dentro da dupla, oferecer o contraponto. E, o mais importante:Paser esteve envolvido em situações muito sérias e dramáticas - não podia ser um bufão. Precisava manter um certo peso.

6.    Blog: Cada personagem é um “salto no abismo” ou os abismos nunca o intimidaram?

Os abismos assustam, sim. Mas ser ator, definitivamente, não é tarefa pra qualquer um. É preciso sentir o medo, olhar pro abismo, e, mesmo assim, pular. Faz parte do oficio.

7.    Blog: Para você sucesso é um caso de amor? Sabe lidar bem com ele? Ou nessa profissão é preciso ter atitudes um pouco “doidas e santas”?

O sucesso e o fracasso são efêmeros. Não dou muita importância pra nenhum dos dois. Claro que gosto de sucesso. Mas ele acaba em uma semana. Depois é um novo abismo.

8.    Blog: O trabalho do ator como uma expressão da comunicação – não é divorciado do corpo social . Por esse ângulo você usa elementos da sua vida pessoal quando está em cena? Cite um deles. 

Oras, meu  maior instrumento de trabalho sou eu mesmo. Em tudo o que faço estou presente, evidentemente. Mais ou menos, mas sempre presente. Usando minhas emoções e meus valores, minhas sensações e minha ética, é que construo personagens. Entre outras coisas.

E assim, o Blog espera ter aproximado você mais um pouco desse profissional que é comprometido com a arte e a cultura.


Até a próxima!   

2 comentários:

Sonia Assis disse...

Fiz uma visitinha rápida, outra hora volto com mais calma, pois adorei tudo que vi aqui.

Helena Vitória disse...

Obrigada Sonia Assis pela visita, comentário e o carinho. Bjs